Agronegócio

Produtores de MT reduzem em 25% área destinada à soja convencional

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Agricultores devem diminuir em 25% o terreno que será semeado com a soja convencional (Foto: Divulgação)

Pela segunda safra seguida o cultivo de soja convencional vai perder espaço em Mato Grosso. Depois de ocupar 18% da área total destinada à oleaginosa, os “grãos não transgênicos” viram seu espaço ser reduzido no ciclo passado para 12% das lavouras no estado. E a previsão agora é de uma nova queda. De acordo com o Instituto Soja Livre – entidade criada em 2017 para contribuir com a manutenção e o desenvolvimento da cadeia do grão convencional no país – os agricultores devem diminuir em 25% o terreno que será semeado com a soja convencional. Caso a estimativa seja confirmada, as lavouras convencionais ocuparão cerca de 873 mil hectares em Mato Grosso, algo em torno de 290 mil hectares a menos que no ano passado.

O principal motivo é o prêmio, considerado pouco atrativo pelos agricultores. Eles precisam gastar em média 3% a mais no cultivo da soja convencional na comparação com o grão transgênico (incluindo despesas com manejo, transporte e armazenagem). A conta é do presidente do Instituto Soja Livre, Endrigo Dalcin, que também é produtor de soja convencional. Ele confirma que o recuo dos investimentos nesta safra é decorrente do mercado, que apresentava baixa bonificação durante o momento em que os produtores definiram o futuro da safra.

Soja convencional no Brasil
Maior produtor de soja do país, Mato Grosso também lidera o cultivo do grão convencional. Naturalmente, o corte da área destinada à estas lavouras no estado tem grande reflexo nos números nacionais. No entanto, a redução “Brasil” não será tão intensa quanto se imaginava, segundo o Instituto Soja Livre. É que a soja não-transgênica deve ganhar terreno em estados onde os agricultores plantavam pouco, ou não plantavam mais o grão convencional, como Paraná, Goiás e Minas Gerais.


Incentivo veio tarde
Na última semana o mercado da soja convencional apresentou reação. Pelo menos foi o que notaram agricultores da região leste de Mato Grosso, onde a saca do grão – com vencimento para abril/2020 – chegou a ser negociada por R$ 78,00. “Um valor que compensa”, na avaliação de Endrigo Dalcin, mas que não será capaz de estimular novos investimentos nesta safra, já que alterar os planos em pleno período de plantio é algo “praticamente” impossível.

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